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Só Pisos: Da Crise Financeira ao Crescimento Sustentável

A Só Pisos, uma empresa de varejo de pisos e revestimentos, enfrentava pressão severa de fluxo de caixa, endividamento elevado e falta de visibilidade financeira. Através de uma transformação estruturada em gestão financeira, otimização de estoque, renegociação de dívidas e implementação de processos disciplinados, a empresa conseguiu reverter a situação, aumentando a margem de contribuição em 5,5 pontos percentuais, gerando lucro líquido positivo e estabelecendo uma base sólida para crescimento sustentável.

O Desafio

A Só Pisos é uma empresa de varejo especializada em pisos e revestimentos. Há anos, ela conquistou clientes pela qualidade dos produtos, pelo atendimento diferenciado e pela expertise técnica da equipe. Os clientes confiavam na empresa para orientação sobre instalação, durabilidade e aplicação correta dos materiais.

Porém, por trás dessa reputação sólida, a empresa enfrentava uma realidade financeira preocupante. O fluxo de caixa era imprevisível. Pagamentos chegavam de forma desorganizada. Empréstimos bancários se acumulavam, com parcelas pesadas consumindo a maior parte do caixa disponível. A empresa tinha dívidas com múltiplos fornecedores, algumas atrasadas há meses.

O maior problema? Falta de visibilidade. Não havia um planejamento financeiro robusto. As despesas operacionais, custos de estoque e obrigações de dívida estavam misturadas em planilhas desorganizadas. Ninguém sabia com clareza quanto a empresa precisava vender para cobrir os custos fixos. Não havia um fluxo de caixa projetado. As decisões de compra de estoque eram feitas sem considerar a capacidade real de pagamento.

"O que eu não meço, eu não controlo," disse um membro da equipe. Essa frase resumia o problema: a empresa operava no escuro, reagindo a crises em vez de planejando o futuro.

A pressão era real. Alguns meses, o caixa ficava negativo. A empresa precisava de aportes de capital apenas para pagar fornecedores e manter as portas abertas. O risco de insolvência era tangível. E enquanto isso, oportunidades de crescimento passavam despercebidas porque não havia recursos para investir em estoque, marketing ou expansão.

A Solução

A transformação começou com uma decisão clara: colocar a saúde financeira em primeiro lugar. Não seria uma mudança rápida ou superficial. Seria uma reconstrução completa dos processos financeiros e operacionais.

O primeiro passo foi criar visibilidade. A equipe desenvolveu um fluxo de caixa projetado detalhado, mês a mês. Não era apenas um número. Era uma ferramenta viva que incluía despesas operacionais, pró-labore, férias, décimo terceiro, parcelas de fornecedores, empréstimos, impostos e cenários de faturamento. Pela primeira vez, a empresa podia ver exatamente onde o dinheiro ia e quando chegava.

Com essa visibilidade, veio a disciplina. A empresa estabeleceu um alvo de equilíbrio financeiro: quanto precisava vender por mês para cobrir todos os custos. Esse número se tornou a bússola da gestão. Todas as decisões—de compra, de marketing, de pessoal—passaram a ser avaliadas contra esse alvo.

Em paralelo, a empresa renegociou suas dívidas. Empréstimos foram alongados. Parcelas foram reduzidas. Fornecedores receberam um cronograma previsível de pagamentos. A empresa passou a pagar de forma consistente, toda segunda-feira, em vez de de forma caótica. Isso restaurou a confiança dos credores e criou espaço de respiro no caixa.

A gestão de estoque também foi transformada. Em vez de comprar grandes quantidades à vista (o que pressionava o caixa), a empresa adotou um modelo de venda sob pedido. Compras eram feitas parceladas, alinhadas com o fluxo de vendas. Isso liberou capital de giro significativo.

O marketing foi otimizado. Custos de tráfego pago foram renegociados. A empresa investiu em uma presença digital profissional na plataforma Wix, com conteúdo de qualidade. Mas o foco era em eficiência, não em gastos.

A equipe também recebeu treinamento em gestão financeira. Não era necessário ser contador para entender um fluxo de caixa. A empresa capacitou seus líderes para ler relatórios, entender margens e tomar decisões baseadas em dados.

"Quando você vê os números claramente, você toma decisões melhores," disse um dos líderes. "Não é mais sobre intuição. É sobre fatos."

A Transformação

Os resultados vieram rápido. Em um mês, a margem de contribuição subiu de 44% para 49,5%. Não era um pequeno ajuste. Era uma melhoria significativa que refletia melhor gestão de custos e preços mais alinhados com a realidade.

O lucro líquido, que havia sido negativo em meses anteriores, virou positivo. Em um mês específico, a empresa gerou aproximadamente 16 mil em lucro. Não era uma fortuna, mas era um sinal claro de que o modelo estava funcionando.

As despesas financeiras caíram dramaticamente. De aproximadamente 9 mil por mês para apenas 1 mil. Isso significava menos dinheiro sendo desperdiçado em juros e mais dinheiro disponível para operações.

O saldo de caixa também melhorou. Depois de meses de negatividade, a empresa fechou um mês com saldo positivo de 22 mil. Pequeno, mas real. E mais importante: previsível.

A empresa também conseguiu estabilizar seu estoque. Com compras mais inteligentes e alinhadas com a demanda, o capital empatado em estoque diminuiu. Ao mesmo tempo, a disponibilidade de produtos melhorou, reduzindo perdas de venda por falta de estoque.

Mas os números não contam a história toda. A transformação também foi cultural. A equipe começou a entender que a saúde financeira era responsabilidade de todos, não apenas do departamento financeiro. Vendedores entenderam como suas decisões de preço e estoque afetavam o caixa. Gerentes de compra aprenderam a negociar prazos, não apenas preços.

"Agora sabemos para onde vamos," disse outro membro da equipe. "Temos um plano. E quando você tem um plano, você consegue executar."

A empresa também começou a explorar novas oportunidades. Com caixa mais saudável, foi possível investir em marketing para o interior. Campanhas de tráfego pago foram expandidas. A equipe de vendas foi reforçada. Ações promocionais foram planejadas com antecedência, em vez de serem reativas.

O futuro agora é diferente. A Só Pisos não está mais em modo de sobrevivência. Está em modo de crescimento. A empresa tem visibilidade financeira. Tem disciplina. Tem um plano. E tem a confiança de que pode executar.

A transformação não foi fácil. Exigiu mudanças de hábitos, investimento em ferramentas e, acima de tudo, comprometimento da liderança. Mas os resultados falam por si. De uma situação de crise financeira, a empresa emergiu com uma base sólida para crescimento sustentável.

"Quando você coloca ordem nas finanças, tudo fica possível," resumiu um dos líderes. "Você consegue pensar em crescimento em vez de apenas sobreviver. E é isso que estamos fazendo agora."

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