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Purifikar: Da Fragmentação Contábil à Gestão Financeira Integrada

A Purifikar, empresa de aluguel e manutenção de equipamentos, enfrentava fragmentação severa em seus processos financeiros, com dados dispersos entre múltiplos sistemas, falta de visibilidade por unidade e dificuldade em tomar decisões baseadas em números confiáveis. Através de uma transformação estruturada em governança de dados, padronização de contas e integração de sistemas, a empresa conquistou clareza financeira, visibilidade de margens por praça e capacidade de planejamento estratégico, posicionando-se para crescimento escalável.

O Desafio

A Purifikar é uma empresa que prospera no aluguel e manutenção de equipamentos especializados. Seu modelo de negócio é robusto: múltiplas praças operacionais, equipes técnicas e comerciais distribuídas, e uma base de clientes em crescimento. Tudo parecia estar funcionando.

Porém, por trás dessa aparência de sucesso, havia um problema silencioso e crescente: a empresa não conseguia enxergar seus próprios números com clareza.

Os dados financeiros estavam espalhados por diferentes sistemas. O ERP (OMIE) não conversava bem com as planilhas de controle. As contas contábeis tinham nomenclaturas inconsistentes. Havia duplicidade de informações. Quando chegava o momento de fechar o mês, o processo era manual, demorado e propenso a erros.

"O DRE não estava puxando tudo certinho," relembra um membro da equipe financeira. "Tínhamos contas vermelhas, informações faltando, e era muito difícil entender a verdadeira margem de cada praça."

Pior ainda: a empresa não conseguia responder perguntas simples. Qual era o custo real de operação em São Paulo? Quanto cada linha de negócio (locação, venda de insumos, serviços) realmente contribuía para o resultado? Onde estavam os vilões e os heróis do negócio?

Sem essa visibilidade, decisões estratégicas eram tomadas no escuro. Investimentos em novas praças, ajustes de preço, contratações — tudo era feito com base em intuição, não em dados. A empresa estava crescendo, mas não sabia exatamente por quê, nem como otimizar esse crescimento.

A Solução

A transformação começou com uma decisão clara: colocar ordem na casa financeira. Não era um projeto de TI. Era um projeto de governança, de disciplina, de fazer os números contarem uma história verdadeira.

O primeiro passo foi padronizar o plano de contas. A equipe mapeou todas as contas existentes, identificou duplicidades, corrigiu nomenclaturas e criou um plano de contas único e consistente. Foram identificadas 73 contas que não estavam alinhadas com o padrão oficial. Cada uma foi revisada, reclassificada ou inativada.

"Fizemos uma checagem de 100% das contas," explica um consultor envolvido no processo. "Precisávamos garantir que o que estava no OMIE conversasse perfeitamente com o plano de contas. Sem isso, tudo o mais seria construído sobre areia."

Em paralelo, a equipe reestruturou a forma como as receitas eram classificadas. Separou locações por praça, aluguel de franquias, venda de insumos, venda de produtos e serviços. Cada categoria agora tinha sua própria conta, permitindo análises granulares de margem e desempenho.

Os custos também foram reorganizados. Custos diretos foram separados de despesas operacionais. Custos de pessoal foram desagregados por função (técnico, comercial, administrativo). Custos de expansão foram isolados de custos operacionais. Pela primeira vez, era possível entender o verdadeiro custo de cada atividade.

A empresa também implementou uma cadência de atualização quinzenal. A cada 15 dias, a planilha de gestão era atualizada com dados de competência e caixa, permitindo uma visão sempre fresca da situação financeira. Isso exigiu disciplina, mas criou um ritmo de trabalho que tornou o fechamento mensal muito mais rápido.

"Antes, o fechamento era um caos," relembra um membro da equipe. "Agora, com a cadência quinzenal, chegamos ao final do mês e os números já estão praticamente prontos. É uma transformação de mentalidade."

A integração entre sistemas foi outro pilar. A equipe trabalhou para alinhar o OMIE com as planilhas de controle, criando um fluxo de dados consistente. Quando havia divergências, elas eram identificadas rapidamente e corrigidas. Não havia mais espaço para números conflitantes.

Além disso, a empresa criou um DRE gerencial padronizado por praça. Cada unidade tinha sua própria aba, com receitas, custos e despesas claramente segregados. No final, uma linha consolidada mostrava o resultado do grupo. Pela primeira vez, era possível comparar praças, identificar padrões e tomar decisões baseadas em dados reais.

A Transformação

Os resultados foram imediatos e tangíveis.

A clareza de dados melhorou drasticamente. Com 90% das contas alinhadas ao padrão e 100% da classificação verificada, a empresa conquistou confiabilidade nos seus números. Não havia mais dúvida sobre o que cada conta representava.

A visibilidade de margens por praça abriu novas possibilidades. A empresa descobriu que o custo de frota em uma praça específica representava 11% do faturamento — uma informação valiosa para decisões de investimento e precificação. Outras praças tinham perfis diferentes, exigindo estratégias distintas.

O tempo de fechamento mensal caiu significativamente. O que antes era um processo manual e demorado agora era ágil e confiável. A equipe podia fechar o mês em dias, não em semanas.

Mas o impacto mais profundo foi estratégico. Com dados confiáveis, a empresa começou a tomar decisões diferentes. Precificação passou a ser baseada em custos reais, não em estimativas. Investimentos em novas praças eram avaliados com base em projeções de margem, não em esperança. Contratações eram planejadas com visibilidade de impacto no custo de pessoal.

A empresa também conquistou conformidade fiscal e contábil. Com contas bem classificadas e processos padronizados, o risco de erros diminuiu. Auditorias ficaram mais simples. A relação com contadores e auditores melhorou.

"O que mudou mesmo foi a capacidade de tomar decisão," reflete um executivo da empresa. "Antes, a gente chutava. Agora, a gente sabe. E quando você sabe, você consegue agir com confiança."

A transformação também criou uma cultura de disciplina financeira. A equipe passou a entender a importância dos dados. Lançamentos eram feitos com mais cuidado. Reconciliações eram feitas regularmente. Erros eram corrigidos rapidamente. Não era mais um departamento financeiro isolado — era toda a empresa entendendo que números precisos importam.

Olhando para frente, a empresa está posicionada para crescimento escalável. Com uma base de dados sólida, processos padronizados e visibilidade clara, ela pode expandir para novas praças com confiança. Pode ajustar preços com precisão. Pode investir em tecnologia sabendo exatamente qual será o retorno.

"Agora temos os alicerces," conclui um membro da liderança. "Podemos crescer rápido, mas de forma inteligente. Os números nos guiam. E isso faz toda a diferença."

A jornada da Purifikar é um lembrete poderoso: em um negócio em crescimento, clareza financeira não é um luxo. É uma necessidade. E quando você conquista essa clareza, as possibilidades são infinitas.

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